25 brincadeiras para crianças de 4 a 5 anos para fazer em casa

25 brincadeiras para crianças de 4 a 5 anos para fazer em casa

“Vamos brincar de quê?”

Quem convive com crianças provavelmente já ouviu essa pergunta.

E não é preciso ter uma brinquedoteca cheia ou preparar atividades complicadas para respondê-la.

Entre 4 e 5 anos, uma caixa pode virar castelo. Almofadas podem formar uma pista de obstáculos. Uma meia enrolada pode virar bola. Papel, lápis e algumas ideias podem render uma tarde inteira de descobertas.

Algumas boas brincadeiras para crianças de 4 a 5 anos fazerem em casa são caça ao tesouro, chão é lava, boliche caseiro, teatro de fantoches, cabana, jogo da memória, circuitos, massinha, faz de conta, criação de histórias e desafios com blocos.

Nesta idade, as brincadeiras podem ganhar regras um pouco mais elaboradas, histórias mais complexas e pequenos desafios.

Ainda assim, o mais importante continua sendo exatamente aquilo que sempre foi:

brincar.

As brincadeiras para crianças de 4 a 5 anos podem ser simples, criativas e fáceis de fazer em casa, sem exigir muitos materiais ou preparação.

Por isso, reunimos 25 ideias simples para você experimentar em casa, explicando os materiais, como fazer e o que cada brincadeira pode estimular.

Não é preciso realizar todas.

Escolha uma que combine com o espaço, os interesses e o momento da sua criança.

O que as brincadeiras podem estimular entre 4 e 5 anos?

Entre 4 e 5 anos, muitas crianças demonstram mais autonomia, conversam com maior desenvoltura, inventam histórias, assumem personagens e conseguem compreender brincadeiras com regras simples.

Também ampliam suas possibilidades de movimento e refinam habilidades com as mãos.

Por isso, vale oferecer experiências variadas.

Correr e equilibrar.

Construir.

Desenhar.

Recortar.

Imaginar.

Contar histórias.

Resolver pequenos desafios.

Esperar a vez.

Criar regras.

Fazer escolhas.

A Base Nacional Comum Curricular considera justamente as interações e as brincadeiras como eixos da Educação Infantil e contempla experiências envolvendo corpo, relações, linguagem, imaginação, artes, espaço, quantidades e transformações.

Ou seja: uma criança pode aprender muito enquanto está simplesmente envolvida em uma boa brincadeira.

Se quiser entender melhor essa relação, leia também nosso conteúdo sobre a importância do brincar no desenvolvimento infantil.

Antes de começar: adapte a brincadeira à sua criança e à sua casa

As idades deste artigo são uma referência.

Duas crianças de 4 anos podem ter interesses, experiências e habilidades diferentes.

Uma pode adorar quebra-cabeças.

Outra prefere passar a tarde criando personagens.

Uma gosta de desafios físicos.

Outra se envolve profundamente com desenho.

Não existe necessidade de utilizar a brincadeira como um teste para descobrir aquilo que sua criança “já deveria saber”.

Adapte.

Simplifique quando necessário.

Aumente o desafio quando perceber que ficou fácil.

E considere também o espaço disponível.

Para atividades de movimento dentro de casa, afaste objetos quebráveis, móveis com quinas e qualquer obstáculo que possa provocar acidentes.

Tesouras devem ser infantis e utilizadas com orientação.

Tintas, massinhas e outros materiais precisam ser adequados para crianças.

Brinquedos comprados devem respeitar a indicação de faixa etária e estar em boas condições.

Segurança cria liberdade para brincar.

Agora vamos às ideias.

25 brincadeiras para crianças de 4 a 5 anos para fazer em casa

1. Caça ao tesouro pela casa

Materiais: um pequeno “tesouro” e pistas simples.

Esconda um objeto e crie pistas adequadas à idade.

Por exemplo:

“Procure onde guardamos os sapatos.”

A próxima pista pode levar ao sofá.

Depois à mesa.

E finalmente ao tesouro.

Para crianças que ainda não leem, as pistas podem ser faladas ou desenhadas.

Não é necessário ter prêmio.

O tesouro pode ser um livro para vocês lerem juntos, um brinquedo escondido ou até o lanche da tarde.

Pode estimular: linguagem, raciocínio, memória, percepção espacial e resolução de problemas.

2. O chão é lava

Materiais: almofadas, toalhas ou pedaços grandes de papelão.

Espalhe pontos seguros pelo chão.

Então anuncie:

“Cuidado! O chão virou lava!”

A missão é atravessar o espaço pisando somente nas “ilhas”.

Comece com distâncias pequenas.

Depois aumente um pouco o desafio.

Também vale permitir que sua criança reorganize o percurso.

Pode estimular: equilíbrio, coordenação motora ampla, planejamento e percepção espacial.

Cuidado: mantenha tudo no chão. Não use cadeiras, mesas ou móveis como pontos para escalar.

3. Boliche caseiro

Materiais: garrafas plásticas vazias e uma bola macia.

Coloque algumas garrafas em pé.

Marque uma linha no chão e tente derrubá-las rolando a bola.

Depois experimentem aumentar a distância.

Podem também contar quantas permaneceram de pé ou simplesmente comemorar cada grande derrubada.

Pode estimular: coordenação entre olhos e mãos, controle de força, direção e atenção.

4. Acerte o cesto com meias

Materiais: pares de meias enrolados e um cesto de roupas.

Coloque o cesto a uma pequena distância.

Cada pessoa tenta acertá-lo lançando as meias.

Quando ficar fácil, afaste o cesto.

Também vale experimentar lançar por baixo, por cima ou sentado.

Pode estimular: coordenação motora ampla, noção de distância, controle de força e concentração.

5. Circuito dentro de casa

Materiais: almofadas, fita no chão, caixas grandes e objetos seguros.

Crie pequenas etapas.

Caminhar sobre uma linha.

Contornar uma almofada.

Passar por dentro de uma caixa grande sem fundo, se for segura.

Agachar.

Pular três vezes.

Chegar ao final.

Depois faça algo ainda melhor:

“Agora você monta o circuito.”

A criança passa a planejar o desafio.

Pode estimular: equilíbrio, coordenação, planejamento, autonomia e percepção espacial.

6. Caminho de fita

Materiais: fita adequada ao piso.

Faça linhas no chão.

Reta.

Curva.

Zigue-zague.

A criança pode tentar caminhar sobre elas.

Depois surgem novos desafios:

andar devagar;

andar de lado;

carregar um bichinho de pelúcia;

seguir o caminho imitando um robô.

Pode estimular: equilíbrio, controle corporal, atenção e percepção espacial.

7. Dança e estátua

Materiais: música.

Enquanto a música toca, todos dançam.

Quando parar, todo mundo vira estátua.

Faça caras engraçadas.

Poses de animais.

Poses gigantes.

Depois deixe sua criança comandar a música ou dizer quando todos devem congelar.

Não precisa haver eliminação.

Pode estimular: ritmo, atenção, controle corporal, criatividade e autorregulação.

8. Mestre dos movimentos

Materiais: nenhum.

Uma pessoa é o mestre.

Ela cria movimentos:

três palmas;

um giro;

dois pulos;

mãos na cabeça.

Os outros imitam.

Depois troquem.

Com o tempo, façam sequências:

palma + pula + gira.

A brincadeira ganha dificuldade naturalmente.

Pode estimular: memória, atenção, coordenação, imitação e sequenciamento.

9. Desafio dos blocos

Materiais: blocos de montar adequados à idade.

Não diga simplesmente:

“Construa alguma coisa.”

Crie pequenas missões.

“Faça uma torre mais alta que esta.”

“Construa uma ponte para o carrinho passar.”

“Crie uma casa para este boneco.”

Depois deixe sua criança inventar um desafio para você.

Pode estimular: planejamento, criatividade, percepção espacial, coordenação fina e resolução de problemas.

10. Continue a sequência

Materiais: blocos, peças grandes ou objetos de cores diferentes.

Faça algo como:

vermelho – azul – vermelho – azul…

Pergunte:

“Qual vem agora?”

Depois aumente:

vermelho – vermelho – azul – vermelho – vermelho – azul…

Quando entender a lógica, deixe a criança criar a sequência para o adulto resolver.

Pode estimular: atenção, identificação de padrões, raciocínio lógico e memória.

11. Quebra-cabeça em família

Materiais: quebra-cabeça apropriado à idade.

Em vez de entregar a solução, converse:

“Onde podemos encontrar uma peça com essa cor?”

“Será que essa é uma peça da borda?”

“Vamos virar?”

O objetivo não é terminar rapidamente.

É experimentar estratégias.

Pode estimular: percepção visual, concentração, coordenação fina e resolução de problemas.

12. O que mudou?

Materiais: quatro ou cinco objetos conhecidos.

Coloque os objetos sobre uma mesa.

Peça que a criança observe.

Depois ela fecha os olhos e você muda alguma coisa.

Pode retirar um objeto.

Trocar dois de lugar.

Adicionar outro.

Então pergunte:

“O que mudou?”

Depois invertam os papéis.

Pode estimular: memória visual, atenção, observação e linguagem.

13. Saco surpresa

Materiais: uma fronha ou saco de tecido e objetos grandes e seguros.

Coloque dentro alguns itens familiares.

Uma colher de madeira.

Um carrinho.

Um bichinho.

Uma escova.

Sem olhar, a criança toca e tenta descobrir o que encontrou.

Pergunte:

“É duro ou macio?”

“Tem alguma ponta?”

“O que você acha que é?”

Pode estimular: percepção tátil, vocabulário, elaboração de hipóteses e atenção.

14. Jogo da memória

Materiais: jogo da memória adequado à idade.

Espalhe as peças viradas para baixo.

Cada participante abre duas.

Encontrou o par?

Fica com ele.

Não encontrou?

Vira novamente.

No começo, utilize poucas cartas.

Depois aumente conforme a criança se sentir confortável.

Pode estimular: memória, concentração, percepção visual, espera da vez e compreensão de regras.

15. Massinha com desafios

Materiais: massinha apropriada para crianças.

A brincadeira pode ser completamente livre.

Mas, em outro momento, proponha desafios:

“Consegue fazer uma cobra comprida?”

“Vamos criar uma pizza?”

“Como seria um monstro de três olhos?”

Depois a criança cria o desafio.

Pode estimular: coordenação motora fina, força das mãos, criatividade, imaginação e planejamento.

16. Recorte e colagem

Materiais: revistas velhas, papel, cola e tesoura infantil.

Escolham um tema.

Comidas.

Animais.

Coisas vermelhas.

Coisas que gostaríamos de ter em uma casa imaginária.

Recortem e montem uma grande colagem.

Se a criança ainda encontra dificuldade para recortar algumas figuras, o adulto pode ajudar sem assumir toda a atividade.

Pode estimular: coordenação motora fina, planejamento, percepção visual, criatividade e linguagem.

17. Complete o desenho

Materiais: papel e lápis ou giz de cera.

Faça apenas uma forma.

Um círculo.

Uma linha torta.

Dois quadrados.

Pergunte:

“No que isso pode se transformar?”

O círculo pode virar sol.

Rosto.

Planeta.

Bola.

Monstro.

Depois sua criança faz uma forma para você completar.

Pode estimular: criatividade, flexibilidade de pensamento, coordenação fina e imaginação.

18. Desenhe uma história

Materiais: papel e materiais de desenho.

Conte o começo:

“Um dia apareceu uma porta misteriosa no meio da sala…”

Pergunte:

“O que tinha atrás dela?”

Deixe a criança responder e desenhar.

Continue construindo a narrativa juntos.

Não corrija a lógica da história.

Se houver um dinossauro tomando café na Lua, ótimo.

Pode estimular: linguagem, narrativa, imaginação, criatividade e expressão gráfica.

19. História maluca em família

Materiais: nenhum.

Uma pessoa começa:

“Era uma vez um cachorro que encontrou…”

A próxima continua.

“…uma mala enorme.”

A seguinte acrescenta outra parte.

Não é necessário fazer uma história perfeita.

Quanto mais inesperada, melhor.

Com duas pessoas também funciona: basta alternar as frases.

Pode estimular: linguagem oral, imaginação, memória, escuta e criatividade.

20. Teatro de fantoches improvisados

Materiais: bonecos, bichos de pelúcia ou personagens feitos de papel.

Escolham personagens.

Crie uma situação:

“O ursinho perdeu seu sapato.”

A partir daí, deixe a história acontecer.

Os personagens podem conversar, enfrentar problemas e encontrar soluções.

Depois troquem os papéis.

Pode estimular: linguagem, imaginação, expressão emocional e brincadeira simbólica.

21. Loja de faz de conta

Materiais: embalagens limpas, cestinha ou sacola e objetos seguros.

Monte um pequeno mercado.

Uma pessoa compra.

Outra vende.

Depois troquem.

Pergunte:

“Bom dia, o que você gostaria?”

“Tem banana hoje?”

“Vou levar duas caixas.”

Não é necessário ensinar contas.

A graça está em reproduzir e reinventar uma situação cotidiana.

Pode estimular: linguagem, interação social, imaginação, classificação e compreensão do cotidiano.

22. Restaurante imaginário

Materiais: pratos e utensílios de brinquedo ou objetos seguros.

Um participante é o cliente.

Outro prepara a comida imaginária.

Pode surgir um cardápio desenhado.

“Hoje temos sopa de dinossauro e bolo de nuvem!”

Depois troquem de função.

Pode estimular: linguagem, criatividade, autonomia, negociação e faz de conta.

23. Cabana na sala

Materiais: lençol, almofadas e apoio seguro.

Uma mesa pode ajudar a sustentar um lençol sem necessidade de montar estruturas altas ou instáveis.

Depois começa a verdadeira brincadeira.

A cabana pode virar:

casa;

castelo;

nave espacial;

acampamento;

biblioteca;

esconderijo de animais.

Levem alguns livros e brinquedos para dentro.

Pode estimular: imaginação, planejamento, organização espacial e brincadeira simbólica.

24. Caixa que vira qualquer coisa

Materiais: caixa grande de papelão.

Pergunte:

“O que esta caixa poderia ser?”

Hoje, carro.

Amanhã, foguete.

Depois, palco.

Casa.

Barco.

Máquina do tempo.

Pode desenhar do lado de fora e acrescentar detalhes com papel.

Mas tente resistir à vontade de construir tudo pelo pequeno.

Deixe parte do trabalho para a imaginação.

Pode estimular: criatividade, resolução de problemas, faz de conta, planejamento e autonomia.

25. Missão do pequeno ajudante

Materiais: objetos da própria casa.

Algumas tarefas cotidianas podem virar desafios divertidos.

“Consegue encontrar todos os pares de meias?”

“Vamos separar estes objetos por cor?”

“Quem consegue organizar estes livros do menor para o maior?”

“Precisamos preparar a mesa para o piquenique da sala.”

A criança participa de algo real e percebe que sua contribuição tem valor.

Não transforme isso em obrigação disfarçada de brincadeira.

A ideia é convidar, participar e tornar a experiência prazerosa.

Pode estimular: autonomia, classificação, organização, atenção e participação familiar.

Preciso transformar toda brincadeira em atividade educativa?

Não.

Esse é um cuidado importante.

Quando descobrimos que determinada brincadeira pode estimular memória, linguagem, coordenação ou raciocínio, surge uma tentação:

transformar tudo em exercício.

A criança pega uma peça vermelha:

“Que cor é?”

Depois outra:

“Quantas você tem?”

Depois:

“Com qual letra começa a palavra ‘vermelho’?”

Em pouco tempo, a brincadeira virou uma avaliação oral.

Você pode aproveitar oportunidades para conversar.

Pode apresentar palavras.

Pode fazer perguntas.

Pode propor desafios.

Mas não precisa extrair uma “lição” de cada minuto.

A brincadeira já possui valor em si.

Crianças também precisam poder decidir:

“Agora isso não é mais uma torre. Virou uma nave.”

Quando isso acontece, não perderam o objetivo da atividade.

Elas criaram outro.

Como incentivar a criança a brincar com mais autonomia em casa?

Brincar sozinho por alguns períodos não significa que a criança deixou de precisar da presença dos adultos.

Autonomia é construída gradualmente.

Uma forma de ajudar é tornar algumas possibilidades acessíveis.

Deixe livros em uma altura alcançável.

Mantenha uma pequena quantidade de materiais de desenho disponível.

Organize blocos, bonecos e brinquedos de maneira que a criança consiga escolher e guardar.

Evite, porém, oferecer tudo ao mesmo tempo.

Um ambiente abarrotado também pode dificultar a escolha.

Outra estratégia é iniciar junto e sair gradualmente.

Você pode brincar de blocos durante alguns minutos e dizer:

“Vou terminar uma coisa ali enquanto você continua sua construção. Depois quero ver como ficou.”

Não espere imediatamente 40 minutos de brincadeira independente.

Pequenos períodos já contam.

E se você perceber que sua criança está brincando pouco, vale observar primeiro se existe tempo, espaço e oportunidades reais para que o brincar aconteça.

Brincar dentro de casa também ajuda a equilibrar o tempo de tela

Existem dias em que sair não é possível.

Chove.

Está muito quente.

O adulto precisa resolver coisas em casa.

Ou simplesmente a família quer ficar por ali.

Nessas situações, celular e televisão podem facilmente se tornar a principal fonte de entretenimento.

E a tecnologia pode participar da rotina.

O problema aparece quando ela começa a substituir quase todas as outras possibilidades.

As 25 brincadeiras deste artigo mostram que dentro de casa também podem existir:

movimento;

criatividade;

histórias;

construções;

desafios;

conversas;

faz de conta.

A própria Sociedade Brasileira de Pediatria destaca que o tempo de tela não deveria superar outras atividades de lazer realizadas com responsáveis e outras crianças.

Se esse equilíbrio está difícil por aí, veja também nosso guia sobre quanto tempo de tela é recomendado para crianças e nossas 12 estratégias para reduzir o tempo de tela das crianças sem brigas.

O objetivo não é fazer a tecnologia desaparecer.

É garantir que ela não precise ocupar todo o espaço disponível para brincar.

Perguntas frequentes sobre brincadeiras para crianças de 4 a 5 anos

O que brincar com uma criança de 4 anos dentro de casa?

Caça ao tesouro, cabanas, blocos, massinha, desenho, faz de conta, boliche caseiro, dança, jogo da memória e pequenos circuitos são boas possibilidades.

Escolha atividades compatíveis com os interesses e habilidades da criança e adapte o nível de dificuldade.

Quais brincadeiras são boas para crianças de 5 anos?

Aos 5 anos, muitas crianças já se interessam por jogos com regras simples, quebra-cabeças, desafios de memória, construção, faz de conta, histórias, atividades artísticas e brincadeiras que envolvem movimento.

Como entreter uma criança de 4 a 5 anos em um dia de chuva?

Não é necessário organizar entretenimento durante o dia inteiro.

Você pode oferecer algumas possibilidades, como cabana, caça ao tesouro, desenho, massinha, blocos, histórias, teatro, dança ou circuito dentro de casa.

Também deixe espaço para a criança inventar suas próprias brincadeiras.

Que brincadeiras ajudam na coordenação motora fina?

Desenho, massinha, recorte e colagem, blocos, quebra-cabeças e atividades de construção ajudam a criar oportunidades para utilizar mãos e dedos de maneiras diferentes.

Que brincadeiras estimulam raciocínio e concentração?

Jogo da memória, quebra-cabeças, sequências, caça ao tesouro, “o que mudou?” e desafios com blocos são boas possibilidades.

O nível de dificuldade pode aumentar aos poucos.

Que brincadeiras ajudam na linguagem?

Faz de conta, teatro, criação de histórias, leitura compartilhada, adivinhações e conversas durante as próprias brincadeiras criam oportunidades naturais para ampliar a linguagem.

A criança precisa aprender letras e números brincando aos 4 anos?

Letras, números e quantidades fazem parte do ambiente das crianças e podem aparecer naturalmente nas brincadeiras.

Mas o brincar na Educação Infantil não precisa ser transformado em aula formal antecipada.

Interação, movimento, imaginação, linguagem, expressão artística, convivência e exploração também fazem parte do desenvolvimento nessa fase.

Crianças de 4 a 5 anos podem brincar sozinhas?

Podem desenvolver períodos cada vez maiores de brincadeira com autonomia em ambientes seguros, embora continuem precisando de supervisão compatível com a situação e de muitas oportunidades de interação com adultos e outras crianças.

E se minha criança não gostar da brincadeira?

Troque.

Talvez não seja o momento.

Talvez ela tenha outro interesse.

Ou talvez utilize os materiais de uma maneira completamente diferente daquela imaginada por você.

Isso não significa que a atividade fracassou.

Brincar também é escolher.

Tenho uma criança menor. Essas brincadeiras servem?

Algumas podem ser adaptadas, mas a complexidade e os cuidados de segurança mudam conforme a idade.

Para os menores, veja também nossas brincadeiras para crianças de 2 a 3 anos que estimulam o desenvolvimento.

Uma casa não precisa de muitos brinquedos para ter muita brincadeira

Olhe novamente para a lista.

Meias.

Caixa de papelão.

Papel.

Almofadas.

Garrafas plásticas.

Uma bola.

Alguns materiais de desenho.

Muitas brincadeiras não dependem de brinquedos sofisticados.

Dependem de oportunidade.

Às vezes, também de um adulto que começa dizendo:

“Tive uma ideia. Vamos brincar?”

E depois permite que a própria criança assuma o comando.

Você não precisa preparar cinco atividades por dia.

Escolha uma.

Repita amanhã se ela pedir.

Modifique depois.

Ou deixe que sua criança transforme tudo em outra coisa.

Se quiser ampliar esse repertório, visite também nossa área de Moldes Gratuitos e atividades longe das telas para encontrar novas ideias para brincar em casa.

Porque a casa pode ser lugar de descanso.

Pode ser lugar de tecnologia.

Pode ser lugar de rotina.

E também pode ser um enorme território para imaginar, criar e descobrir.

É brincando que a gente aprende.