25 brincadeiras para crianças de 6 a 8 anos longe das telas

25 brincadeiras para crianças de 6 a 8 anos longe das telas

“Não tem nada para fazer.”

Pouco depois:

“Posso pegar o celular?”

Essa situação é conhecida em muitas famílias.

Entre 6 e 8 anos, as telas realmente podem oferecer experiências muito interessantes. Jogos, vídeos e aplicativos são rápidos, estimulantes e estão sempre prontos.

Mas isso não significa que celular, videogame ou televisão precisem ocupar todo o tempo livre.

Nessa idade, as crianças já conseguem participar de brincadeiras com mais regras, desafios, estratégia, criatividade e autonomia.

Caça ao tesouro.

Mímica.

Stop.

Construções.

Jogos.

Histórias.

Desafios.

Corda.

Experimentos.

Missões em equipe.

Tudo isso pode continuar fazendo parte da infância.

Por isso, reunimos 25 brincadeiras para crianças de 6 a 8 anos longe das telas, com orientações simples para você conseguir colocá-las em prática.

Não é uma lista de obrigações.

Muito menos uma proposta para eliminar a tecnologia.

É um repertório de alternativas.

Porque uma infância equilibrada pode ter espaço para o digital — e também para correr, imaginar, criar, conversar, competir, cooperar e descobrir.

O que crianças de 6 a 8 anos procuram em uma boa brincadeira?

A criança cresceu.

E a brincadeira também pode crescer junto.

Entre 6 e 8 anos, muitas crianças passam a se interessar cada vez mais por desafios, regras, enigmas, competições, projetos e brincadeiras em grupo.

Também conseguem assumir mais responsabilidades dentro da própria atividade.

Podem inventar regras.

Montar equipes.

Planejar estratégias.

Criar histórias.

Organizar materiais.

Resolver conflitos simples.

Modificar uma brincadeira que já conhecem.

Mesmo com a entrada no Ensino Fundamental, brincar continua importante.

A própria Base Nacional Comum Curricular valoriza situações lúdicas nos anos iniciais e destaca experiências em que as crianças formulam hipóteses, testam possibilidades e desenvolvem novas maneiras de relacionar-se com o mundo.

Por isso, uma boa brincadeira nessa idade não precisa parecer uma aula.

Ela precisa, antes de tudo, despertar vontade de participar.

Se quiser aprofundar esse assunto, leia também nosso conteúdo sobre a importância do brincar no desenvolvimento infantil.

Agora vamos às ideias.

25 brincadeiras para crianças de 6 a 8 anos longe das telas

1. Caça ao tesouro com enigmas

Materiais: papéis, lápis e um pequeno “tesouro”.

Participantes: 1 ou mais.

Esconda pistas pela casa ou pelo quintal.

Em vez de escrever apenas onde está a próxima pista, crie pequenos enigmas:

“Tenho quatro pernas, mas não sei andar. É aqui que muita gente senta para jantar.”

Resposta: mesa.

A próxima pista estará lá.

Para crianças que ainda estão desenvolvendo a leitura, um adulto pode ler as pistas.

Pode estimular: raciocínio, leitura, resolução de problemas, atenção e orientação espacial.

Adaptação: depois, deixe a própria criança preparar a caça ao tesouro para os adultos.

2. Missão secreta

Materiais: papéis e lápis.

Participantes: 1 ou mais.

Escreva pequenas missões.

Por exemplo:

  • encontre três objetos azuis;
  • faça uma torre com dez peças;
  • atravesse a sala sem pisar nas linhas do piso;
  • descubra alguma coisa que começa com a letra M;
  • desenhe um animal imaginário.

Cada missão concluída leva à seguinte.

O objetivo não é fazer tarefas escolares.

É criar uma sequência de desafios.

Pode estimular: autonomia, raciocínio, criatividade, atenção e planejamento.

3. Stop

Materiais: papel e lápis.

Participantes: 2 ou mais.

Escolham categorias adequadas à idade:

  • nome;
  • animal;
  • comida;
  • objeto;
  • cor;
  • personagem.

Sorteiem uma letra e tentem preencher as categorias.

Para crianças que ainda estão consolidando escrita, simplifique bastante e jogue em dupla com um adulto.

Pode estimular: vocabulário, escrita, memória, velocidade de raciocínio e atenção.

Adaptação: em vez de letras, faça um “Stop de desenhos”: animal, comida, objeto, lugar etc.

4. Mímica

Materiais: nenhum.

Participantes: 2 ou mais.

Uma pessoa escolhe algo e representa sem falar.

Pode ser:

animal;

profissão;

personagem;

objeto;

esporte.

Os outros tentam descobrir.

Depois troquem.

Pode estimular: expressão corporal, criatividade, leitura de gestos, imaginação e comunicação.

5. Quem sou eu?

Materiais: pequenos papéis.

Participantes: 2 ou mais.

Escolham personagens ou animais conhecidos.

Cada jogador recebe um papel sem ver o que está escrito e faz perguntas que só podem ser respondidas com “sim” ou “não”.

“Sou um animal?”

“Sei voar?”

“Vivo na água?”

Até descobrir.

Pode estimular: raciocínio dedutivo, linguagem, elaboração de perguntas e atenção.

6. O que mudou?

Materiais: objetos da casa.

Participantes: 2 ou mais.

Escolha entre seis e dez objetos.

Todos observam por alguns segundos.

Uma pessoa fecha os olhos.

Alguém muda alguma coisa.

Pode:

retirar um objeto;

acrescentar outro;

trocar posições.

Quem estava de olhos fechados precisa descobrir.

Pode estimular: memória visual, concentração, observação e percepção.

7. Detetive de sons

Materiais: objetos seguros que produzam sons.

Participantes: 2 ou mais.

Uma pessoa fica sem olhar enquanto outra produz um som.

Pode bater uma colher de madeira.

Amassar papel.

Fechar uma porta.

Bater palmas.

Chacoalhar um pote grande com peças seguras.

O detetive tenta identificar.

Pode estimular: percepção auditiva, atenção, memória e formulação de hipóteses.

8. História em uma frase

Materiais: nenhum.

Participantes: 2 ou mais.

Uma pessoa começa:

“Um dia apareceu um robô no quintal…”

A seguinte acrescenta uma frase.

Depois outra.

E outra.

A história vai ficando cada vez mais inesperada.

O desafio é lembrar o que já aconteceu e continuar a narrativa.

Pode estimular: linguagem oral, memória, criatividade, escuta e construção de narrativa.

9. História com palavras obrigatórias

Materiais: papel e lápis, opcional.

Participantes: 1 ou mais.

Escolha cinco palavras aleatórias:

dinossauro — guarda-chuva — bolo — Lua — bicicleta.

A missão é criar uma história usando todas.

Quanto menos relacionadas forem as palavras, mais divertido.

Pode estimular: criatividade, linguagem, flexibilidade de pensamento e organização de ideias.

10. Desafio do desenho impossível

Materiais: papel e materiais de desenho.

Participantes: 1 ou mais.

Proponha ideias malucas:

“Desenhe uma casa para um gigante.”

“Invente um animal que viva no espaço.”

“Crie um carro que também consiga navegar.”

Depois a criança explica sua criação.

Pode estimular: imaginação, desenho, linguagem, planejamento e resolução criativa de problemas.

11. Complete meu desenho

Materiais: papel e lápis.

Participantes: 2 ou mais.

Uma pessoa desenha apenas algumas linhas ou formas.

Entrega para a outra completar.

Um círculo pode virar planeta.

Uma linha pode virar dragão.

Um triângulo pode virar uma nave.

Depois invertam.

Pode estimular: criatividade, percepção visual e flexibilidade de pensamento.

12. Construção com missão

Materiais: blocos de montar, caixas ou materiais de construção apropriados.

Participantes: 1 ou mais.

Em vez de construir livremente, lance um desafio:

“Construa uma ponte que aguente três carrinhos.”

“Crie a torre mais alta que conseguir.”

“Faça uma casa usando somente 20 peças.”

Depois deixe a criança criar o desafio para você.

Pode estimular: planejamento, raciocínio espacial, criatividade e resolução de problemas.

13. Construção cooperativa

Materiais: blocos.

Participantes: 2 ou mais.

Todos possuem um único objetivo:

construir juntos uma cidade;

uma nave;

um castelo;

um parque.

Mas cada participante só pode adicionar algumas peças por rodada.

O grupo precisa conversar e decidir como continuar.

Não existe vencedor.

Pode estimular: cooperação, planejamento, comunicação, negociação e criatividade.

14. Quebra-cabeça contra o relógio — sem pressão

Materiais: quebra-cabeça adequado à idade e cronômetro comum.

Participantes: 1 ou mais.

Montem normalmente e apenas registrem o tempo.

Outro dia, tentem novamente para descobrir se encontraram estratégias melhores.

O objetivo não é pressionar a criança.

É transformar a própria estratégia em desafio.

Pode estimular: concentração, percepção visual, planejamento e persistência.

Adaptação: retire completamente o cronômetro caso ele provoque ansiedade ou deixe a brincadeira menos divertida.

15. Jogo da memória caseiro

Materiais: papel ou cartões.

Participantes: 2 ou mais.

Em vez de comprar um jogo pronto, criem os pares juntos.

Dois sóis.

Dois gatos.

Dois foguetes.

Façam entre 8 e 15 pares, conforme a habilidade dos participantes.

Depois virem e joguem normalmente.

Pode estimular: memória, atenção, desenho e compreensão de regras.

16. Campeonato de avião de papel

Materiais: folhas de papel.

Participantes: 1 ou mais.

Cada pessoa monta seu avião.

Criem desafios:

qual vai mais longe?

qual pousa mais perto de determinada marca?

qual permanece mais tempo no ar?

Depois modifiquem as dobraduras e testem novamente.

A diversão pode incluir perguntar:

“O que podemos mudar para ele voar diferente?”

Pode estimular: coordenação fina, experimentação, raciocínio, criatividade e elaboração de hipóteses.

17. Boliche caseiro

Materiais: garrafas plásticas vazias e bola macia.

Participantes: 1 ou mais.

Organize as garrafas.

Defina uma distância.

Cada jogador tem duas tentativas para derrubar o maior número possível.

As próprias crianças podem registrar os pontos.

Pode estimular: coordenação, cálculo simples, controle de força, atenção e compreensão de regras.

18. Acerte o alvo

Materiais: cestos ou caixas e meias enroladas.

Participantes: 1 ou mais.

Distribua recipientes em diferentes distâncias.

Cada um recebe uma pontuação.

Perto: 1 ponto.

Médio: 2.

Longe: 3.

Tentem acertar usando meias enroladas.

Pode estimular: coordenação entre olhos e mãos, cálculo, estratégia e controle de força.

Adaptação: em espaços pequenos, retire a pontuação e deixe apenas diferentes desafios de distância.

19. Circuito de desafios

Materiais: almofadas, fita no chão e objetos seguros.

Participantes: 1 ou mais.

Monte estações:

andar sobre uma linha;

pular cinco vezes;

passar por um obstáculo baixo;

arremessar uma meia no cesto;

andar de costas até determinada marca.

Depois:

“Agora é sua vez de montar o circuito.”

Essa segunda parte costuma ser ainda mais interessante.

Pode estimular: coordenação motora ampla, equilíbrio, planejamento e autonomia.

20. Pular corda

Materiais: corda adequada.

Participantes: 1 ou mais.

Comecem com pulos simples.

Depois inventem desafios:

cinco pulos seguidos;

pular cantando;

alternar pés;

criar uma sequência.

Em grupo, duas pessoas podem bater a corda enquanto outra pula.

Pode estimular: ritmo, coordenação, equilíbrio, resistência física e perseverança.

Cuidado: utilize espaço livre e adequado, longe de objetos que possam ser atingidos pela corda.

21. Não deixe a bola cair

Materiais: bola leve.

Participantes: 2 ou mais.

O objetivo do grupo é manter a bola no ar usando as mãos sem deixá-la tocar o chão.

Contem juntos:

“1, 2, 3, 4…”

Tentem quebrar o próprio recorde.

Não há adversários.

Todo mundo vence ou perde junto.

Pode estimular: cooperação, coordenação, percepção espacial e comunicação.

22. Desafio do equilíbrio

Materiais: fita no chão e objetos leves.

Participantes: 1 ou mais.

Crie missões:

andar pela linha carregando um livro leve;

seguir um percurso com uma meia enrolada sobre a cabeça;

parar em um pé durante alguns segundos.

As crianças também podem inventar desafios.

Pode estimular: equilíbrio, coordenação, concentração e consciência corporal.

23. Experimento do que flutua

Materiais: recipiente com água e objetos seguros.

Participantes: 1 ou mais, com supervisão.

Separe objetos como:

rolha;

colher plástica;

pedra grande;

folha;

pequeno recipiente plástico.

Antes de colocar cada um na água, pergunte:

“Você acha que vai afundar ou flutuar?”

Registrem as previsões e testem.

Não precisa transformar em aula.

A graça está justamente em descobrir.

Pode estimular: curiosidade, elaboração de hipóteses, observação e raciocínio.

Cuidado: supervisione qualquer atividade com água e selecione materiais seguros.

24. Pequeno inventor

Materiais: caixas, rolos de papel, papelão, fita, papel e outros materiais seguros.

Participantes: 1 ou mais.

Proponha:

“Precisamos inventar alguma coisa que carregue três carrinhos.”

Ou:

“Construa uma máquina para mandar mensagens para outro planeta.”

Não forneça um modelo pronto.

Deixe a criança planejar, construir, testar e modificar.

Pode estimular: criatividade, planejamento, resolução de problemas, coordenação e persistência.

25. Crie sua própria brincadeira

Materiais: o que estiver disponível.

Participantes: 1 ou mais.

Esta talvez seja a atividade mais importante da lista.

Diga:

“Hoje você vai inventar uma brincadeira.”

Ela precisa decidir:

qual é o objetivo;

quais materiais serão usados;

quantas pessoas podem participar;

quais são as regras;

como termina;

se alguém vence ou se todos cooperam.

Depois vocês experimentam.

Alguma regra não funcionou?

Mudem.

Ficou fácil?

Aumentem o desafio.

Pode estimular: autonomia, criatividade, raciocínio, planejamento, linguagem e negociação.

E também transmite uma mensagem importante:

a criança não precisa receber toda a diversão pronta. Ela também pode criá-la.

Como fazer as brincadeiras competirem menos com as telas

Talvez essa seja a parte mais difícil.

Você apresenta cinco ideias.

A criança responde:

“Prefiro o videogame.”

Isso não significa que ela “não sabe mais brincar”.

Uma tela está pronta.

A brincadeira muitas vezes precisa começar.

Esse detalhe faz diferença.

Em vez de perguntar:

“Você quer sair do celular para fazer alguma coisa?”

experimente:

“Estou montando uma caça ao tesouro e preciso de alguém para testar minhas pistas.”

Ou:

“Tenho um desafio: será que você consegue construir uma ponte que aguente cinco carrinhos?”

Existe uma proposta concreta.

Depois que a atividade começa, o adulto não precisa necessariamente permanecer responsável por todo o entretenimento.

Outro recurso importante é criar momentos previsíveis para cada coisa.

Pode existir hora de videogame e hora de brincar.

Um não precisa existir apenas quando o outro é proibido.

Esse é o equilíbrio que buscamos no Desconectando para Crescer.

Se o uso de dispositivos está maior do que você gostaria, veja nossas estratégias para reduzir o tempo de tela das crianças sem brigas.

E, se quiser conhecer as referências por faixa etária, consulte também nosso guia sobre quanto tempo de tela é recomendado para crianças.

A criança precisa brincar acompanhada o tempo todo?

Não.

Entre 6 e 8 anos, muitas crianças já conseguem organizar períodos maiores de brincadeira com autonomia.

E essa autonomia é positiva.

Mas existe uma diferença entre:

“Brinque sozinho porque não posso ficar com você.”

e:

“Você consegue continuar sua construção enquanto termino isso? Depois quero muito ver o que inventou.”

O adulto não precisa ser animador de festa durante todo o tempo livre.

Pode participar.

Pode começar.

Pode acompanhar.

E também pode permitir que a criança assuma a brincadeira.

Com amigos ou irmãos, surge ainda outra dimensão.

As próprias crianças começam a:

inventar regras;

discutir;

negociar;

formar equipes;

discordar;

resolver parte dos conflitos.

Não precisamos intervir em todo pequeno desentendimento.

Aprender a conviver também faz parte das experiências da infância.

E quando a criança diz que está entediada?

“Não sei o que fazer.”

Para muitos adultos, essa frase soa como um problema que precisa de solução imediata.

Nem sempre precisa.

Você pode oferecer duas ou três possibilidades.

Depois deixar algum espaço.

O tédio não precisa durar horas.

Mas também não precisa ser eliminado em dez segundos com um celular.

Às vezes, depois do:

“Não tem nada para fazer…”

vem:

“Já sei!”

Uma caixa vira projeto.

Os bonecos ganham uma história.

A criança decide desenhar.

Inventa um jogo.

Busca um livro.

Ou simplesmente descansa.

Não precisamos oferecer estímulo constante.

Inclusive, se você percebe que sua criança está brincando pouco, vale observar se ela ainda possui tempo livre, espaço e oportunidades reais para criar as próprias brincadeiras.

Brincadeiras de movimento também precisam fazer parte da rotina

A partir dos 6 anos, grande parte do dia passa a envolver atividades mais sedentárias.

Escola.

Tarefas.

Transporte.

Leitura.

E telas.

Por isso, não devemos pensar apenas em atividades sentadas.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos acumulem, em média, pelo menos 60 minutos diários de atividade física de intensidade moderada a vigorosa, além de reduzir períodos excessivos de comportamento sedentário.

Isso pode acontecer de várias maneiras.

Corda.

Bola.

Corrida.

Dança.

Bicicleta.

Parque.

Esportes.

Brincadeiras.

Não precisa existir somente como “exercício”.

O movimento também pode simplesmente ser divertido.

Brincadeira sem tela não significa guerra contra tecnologia

Vale reforçar isso.

Um videogame pode proporcionar diversão.

Um vídeo pode ensinar alguma coisa interessante.

Uma chamada pode aproximar familiares.

Um aplicativo pode ajudar em determinada atividade.

O problema não está em reconhecer que a tecnologia oferece boas experiências.

O desafio é impedir que ela se transforme na única forma de lazer disponível.

Uma criança pode jogar videogame.

E também jogar bola.

Assistir a um desenho.

E construir um avião de papel.

Usar um computador.

E depois inventar uma caça ao tesouro.

É exatamente sobre isso que falamos quando defendemos uma rotina com menos telas e mais brincadeiras.

Não se trata de escolher um mundo.

Trata-se de ampliar experiências.

Perguntas frequentes sobre brincadeiras para crianças de 6 a 8 anos

Quais são as melhores brincadeiras para crianças de 6 a 8 anos?

Caça ao tesouro, mímica, Stop, jogos de memória, quebra-cabeças, desafios de construção, corda, circuitos, brincadeiras com bola, histórias coletivas e jogos com regras são boas opções.

O ideal é variar entre movimento, criação, raciocínio, interação e brincadeira livre.

O que uma criança de 6 anos pode brincar?

Aos 6 anos, muitas crianças já participam de jogos com regras simples, caça ao tesouro, quebra-cabeças, brincadeiras com bola, construção, desenho, mímica, histórias e atividades em grupo.

Adapte o desafio à experiência da criança.

O que brincar com uma criança de 7 anos?

Jogos de tabuleiro, desafios de lógica, Stop, cartas, construção, mímica, atividades de movimento, caça ao tesouro e brincadeiras em equipe costumam oferecer desafios interessantes.

Que brincadeiras são adequadas para crianças de 8 anos?

Aos 8 anos, é possível aumentar a complexidade de regras, enigmas, construções, jogos de estratégia e projetos criativos.

Uma ótima mudança é deixar a própria criança inventar regras e organizar parte da atividade.

O que fazer quando a criança só quer celular?

Evite transformar todas as alternativas em punição pelo uso do aparelho.

Crie momentos previsíveis de telas e também oportunidades interessantes de outras atividades.

Às vezes ajuda iniciar uma brincadeira junto e permitir que a criança continue depois.

Se essa situação é frequente por aí, veja nosso conteúdo sobre como reduzir o tempo de tela sem brigas.

Como estimular raciocínio sem fazer atividades escolares?

Quebra-cabeças, enigmas, caça ao tesouro, jogos de cartas, construção, memória e brincadeiras de estratégia trabalham raciocínio naturalmente.

A experiência não precisa ter aparência de exercício escolar para envolver pensamento.

Uma criança de 7 anos ainda precisa brincar?

Sim.

A entrada na escola não encerra a importância do brincar.

Nos próprios anos iniciais do Ensino Fundamental, a BNCC continua valorizando situações lúdicas e diferentes maneiras de experimentar, criar estratégias e construir conhecimentos.

Como incentivar uma criança dessa idade a brincar sozinha?

Deixe materiais acessíveis, reduza a necessidade de entretenimento pronto e ofereça pequenos períodos de autonomia.

Também ajuda começar uma atividade junto e sair gradualmente.

Preciso comprar brinquedos para realizar essas atividades?

Não.

Muitas propostas utilizam:

papel;

lápis;

meias;

caixas;

garrafas;

objetos da própria casa;

imaginação.

Brinquedos podem ampliar possibilidades, mas não são condição para brincar.

Que brincadeiras posso fazer em grupo?

Mímica, histórias coletivas, construção cooperativa, jogos de bola, Stop, caça ao tesouro, “Quem sou eu?”, circuitos e jogos de tabuleiro são ótimas possibilidades.

Tenho uma criança menor. Posso usar estas ideias?

Algumas podem ser adaptadas, mas o nível de desafio e os cuidados mudam.

Veja nossas listas específicas de brincadeiras para crianças de 2 a 3 anos e brincadeiras para crianças de 4 a 5 anos.

Menos preocupação em entreter, mais oportunidades para brincar

Você acabou de encontrar 25 possibilidades.

Mas isso não significa que agora precisa organizar 25 atividades.

Escolha uma.

Talvez hoje seja caça ao tesouro.

Amanhã sua criança queira repetir exatamente a mesma coisa.

Depois pode inventar outra versão sem nenhuma ajuda.

Ótimo.

O objetivo não é criar uma programação infantil perfeita.

É aumentar o repertório.

Mostrar que, além daquela tela sempre disponível, também existem:

desafios;

movimento;

criação;

conversa;

estratégia;

imaginação;

convivência.

E talvez a maior conquista aconteça quando você perguntar:

“Do que vamos brincar?”

e ouvir:

“Já sei!”

Se quiser deixar algumas alternativas prontas para esses momentos, conheça também nossos Moldes Gratuitos e atividades longe das telas.

Porque crescer em um mundo digital não precisa significar deixar de descobrir tudo aquilo que acontece fora dele.

É brincando que a gente aprende.

Quer mais ideias? Conheça nossos Moldes Gratuitos e atividades longe das telas